Escolha uma Página

Mulher em evolução – Diferenças entre mulheres nos últimos 50 anos

É certo dizer que a mulher tem percorrido um caminho sinuoso, mas muito interessante ao longo das gerações, em todos os setores da vida. Se há 50 anos o foco dos seus afazeres estava em relação à casa e à criação dos filhos, sendo que poucas eram as oportunidades no mercado de trabalho.

A mulher da década de 1970

Após a 2ª Grande Guerra, a natureza feminina ficou, na maioria das vezes, limitada aos afazeres domésticos, aos trabalhos manuais, à criação de crianças (e em geral as famílias eram grandes, de cinco a oito filhos, ou mais) e outras tarefas que hoje aparentemente são enfadonhas, mas demasiado pesadas.

mulher

Com o passar dos anos e com as revoluções dos movimentos sociais, a mulher ganhou iniciativa e expandiu a sua participação social, principalmente no mercado de trabalho. A década de 1970 foi um exemplo disso – um período de ascensão ao ensino superior, na capacitação e nas funções profissionais de todos os tipos.

mulher

A expansão da mulher em diferentes ambientes trouxe ainda novas preocupações e uma divisão mais invasiva do seu próprio tempo – mais tarefas e responsabilidades, jornadas duplas ou triplas de trabalho, a competição desequilibrada por melhores oportunidades exercendo as suas funções, entre outras contingências.

A mulher pós-moderna

E é assim até o momento. Vivemos ainda um período de transição e expansão tecnológica, conhecida como pós-modernidade. Um novo jeito de pensar e uma configuração global pela luta de direitos das mulheres se tornaram populares.

mulher

No mais, entre idas e vindas do tempo, entre conquistas e preconceitos, é importante dizer que mesmo que haja um choque de gerações entre a mulher contemporânea e a mulher de 50 anos atrás, há uma essência em todas as mulheres, sejam de qualquer época ou cultura. Um instinto, uma força indescritível que carregamos e que, pelos padrões sociais, muitas vezes fica renegado lá dentro da alma da mulher. É isso que faz com que você tenha mais em comum com a sua avó ou com a sua bisavó do que você imagina.

mulher

Similaridades

A autora junguiana Clarissa Pinkola Estés, na obra Mulheres que correm com lobos (Ed. Rocco) ficou muito conhecida por estudar a questão pontualmente: um instinto selvagem e inerente à natureza feminina, seja da mulher atual ou primitiva. Mesmo que haja diferentes perspectivas de vida entre mulheres de diferentes gerações e cada qual tenha as suas próprias demandas e desafios, a mulher tem algo de selvagem dentro de si que deve ser resgatado. Veja a definição da própria autora e reflita!

“E então, o que é a Mulher Selvagem? Do ponto de vista da psicologia arquetípica, bem como pela tradição das contadoras de histórias, ela é a alma feminina. No entanto, ela é mais do que isso. Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo, tanto do mundo visível quanto do oculto – ela é a base. Cada uma de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para a nossa vida.

Ela é a força da vida-morte-vida; é a incubadora. É a intuição, a vidência, é a que escuta com atenção e tem o coração leal. Ela estimula os humanos a continuarem a ser multilíngües: fluentes no linguajar dos sonhos, da paixão, da poesia. Ela sussurra em sonhos noturnos; ela deixa em seu rastro no terreno da alma da mulher um pelo grosseiro e pegadas lamacentas. Esses sinais enchem as mulheres de vontade de encontrá-la, libertá-la e amá-la.

Ela é ideias, sentimentos, impulsos e recordações. Ela ficou perdida e esquecida por muito, muito tempo. Ela é a fonte, a luz, a noite, a treva e o amanhecer. Ela é o cheiro da lama boa e a perna traseira da raposa. Os pássaros que nos contam segredos pertencem a ela. Ela é a voz que diz, “Por aqui, por aqui”.

Ela é quem se enfurece diante da injustiça. Ela e a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos. É à procura dela que saímos de casa. É à procura dela que voltamos para casa. Ela é a raiz estrumada de todas as mulheres. Ela é tudo que nos mantém vivas quando achamos que chegamos ao fim. Ela é a geradora de acordos e ideias pequenas e incipientes. Ela é a mente que nos concebe; nós somos os seus Pensamentos.

Conheça aqui alguns fatos históricos sobre as mulheres de todos os tempos.

Pin It on Pinterest

Share This

Compartilhe agora!

Se gostou compartilhe com seus amigos e familiares!